domingo, 7 de outubro de 2012

Creio;

Amor, estamos vivendo um amplo progresso entre nada e zero - nessa constante progressão, é inexorável minha frustração.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Wyatt;



They flee from me that sometime did me seek, with naked foot, stalking in my chamber.  I have seen them gentle, tame, and meek, that now are wild and do not remember that sometime they put themself in danger. To take bread at my hand; and now they range, busily seeking with a continual change.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

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Você está louco – é isso o que você está. Como pode ao menos pensar nisto? Como?! Não vê? Pelo amor de Deus, você não vê? Eu seria sua maior decepção, seu maior erro, mais extremo que Fausto! Há dentro de mim o mar de solidão, no qual mal consigo comportar embaixo dessa pele humana. Isto é um cemitério de bruxas, mas em proporções dantescas: trinta campos-santos anciões pairando sobre meu coração. Não posso suportar a quantidade absurda que eles demandam de meu espírito – nada mais é capaz de penetrar, pois há tanto vazio. Se você me trouxesse para seu mundo, fornecendo-me a dádiva das trevas, minha dor seria expansiva demais. Eu me mataria. Não duraria nem três dias porque a solidão, o vazio, o desespero, o paganismo iriam tomar conta de mim!
Ademais, seria necessário uma nação interia a cada noite para me alimentar! Deus do céu, assassinaria milhões sob o luso-fusco, apenas para ter companhia. Você tem ideia de quantas almas isso representa? Mas nem todas juntas, dançando em meus caninos, poderiam tornar-me infimamente completa. Suas lembranças, seu sangue, seus corpos: nada disso seria o bastante. Porque ser imortal não aplacaria as imolações hipotéticas do meu paganismo – pior, todos os humanos mortos passariam a ser oferendas ao Diabo. E o que deveria permanecer no plano teórico invadiria a prática, sendo motivo para mortes verdadeiras. Um desastre perfeito, matando mais que a própria peste negra, mas incapaz de abrandar ou dormir sob as entranhas da terra. De tal forma que viveria longe dos mortais, temendo destruir o misterioso equilíbrio entre o ser humano e o mundo, e longe dos imortais, incapazes de me fornecer verdadeiro acompanhamento.Eternamente sem sentido, sem busca, sem um fim. Então, por favor, não faça isso comigo. Imploro de joelhos, pois minha incapacidade de morrer traria tempo demais comigo mesma – e não consigo aturar a minha melancolia. 

domingo, 29 de julho de 2012

Anônimo;

In a slumber enchanted by your image I dreamt of happiness, passionate mirage, Your eyes were softer, your voice pure and resonant, You shone like a sky lit up by the dawn; You called me and I left the earth To run away with you towards the light, The skies opened their clouds for us.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

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Ele havia partido e tudo o que eu conhecia, as pinturas carmim e os risos na meia-noites, morreram com ele. Desta forma, minha religião - porque ele fazia parte da trintade sagrada, ocupando o mais alto escalão do triangulo - se fora. Vaguei praticando meu ateísmo, pois como poderia alimentar uma crença e um estilo de vida mortos? Estava tudo crepitando nas chamas, então por que propagar um império ruído? Cultuar deuses de antanho em seus templos despedaçados - afinal, que diria Apollo a seus discípulos ao vê-los sobre as cinzas de Delfos? Todos tentando imaculadamente trazer a tona um passado, enquanto ele era assassinado pelo cristianismo. Isto, querido, estes últimos atos de ressusitação, apenas alimentariam minha chaga, minha dor, meu desespero e, acima de tudo, minha inexorável solidão.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

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Hoje me salvei de cair novamente ante aos seus pedidos inescrupulosos de salvação, então, por favor, não me peça mais luz porque não sou sua usina nuclear particular. Não posso me manter sã e ao mesmo tempo evitar que suas feridas se expandam, ampliando sua lepra. Qual minha parcela de culpa quando você é incapaz de se perdoar? Preciso ficar aqui alimentando seu ego com palavras vazias e repetitivas? Qual o sentido de manter você ao meu lado se toda a causa de sua enfermidade está em que sou? Prefiro perder todo o passado sutil partilhado por ambos e finalmente admitir a mim mesma que não sinto falta de você, mas do que costumávamos ser, a alimentar tua quimera de hipocrisias. Estamos no fim da linha, no fim do mundo – ou seja lá como você chama o fim de um relacionamento. Não quero sua amizade, pois ela apenas iria me lembrar do quanto te machuquei e o quanto fui machucada; não quero te ver por ai e dizer “Olá! Como vai?” fingindo que nada disso aconteceu. Aconteceu, poxa! Um dia eu te encontrei por acaso, apaixonei-me perdidamente e, assim como você, iludi-me. É natural este tipo de coisa e pode apostar como agora há mais de mil casais se apaixonando que em um futuro não muito distante irão se separar e viver suas vidas. E pode apostar como todos sobreviveram ao fim, todos seguirão com suas rotinas e planos individuais. Não é o fim do mundo, não é motivo para suicídio, não é desculpa para insanidade não é um caminho para o desleixo total: há esperança porque a vida está além de se relacionar com outra pessoa e planejar uma vida perfeita a dois. Por favor, ache sua felicidade e seja feliz sem mim, sem se embasar no que eu quero e no que eu acho. Olhe para o céu e veja simplesmente estrelas e não fique inventado teorias loucas que te levem até mim porque eu não estarei fazendo o mesmo. Agora dê sete passos até a porta da frente, erguendo a cabeça, diga “Adeus” sem hesitar e coloque seu corpo dentro o mundo pulsante lá fora.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Melodia;

Fall deeper into a world, that you can't explain.