sábado, 24 de novembro de 2012

Melodia;

Pegar em suas mãos: ser eu, você e só, ninguém mais.

[foto by: knightrazor ]

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

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Seu coração está tão despedaçado quanto o meu, mas há mais escuridão em você do que no próprio inferno, nesse caso como vamos nos salvar? Se eu quisesse, todavia, promessas de resgate exigiria fidelidade, porém nem ao menos posso te ter tempo o suficiente para chamar de meu – acredito que qualquer corpo flutuando no ar me pertence mais que seus sentimentos. Disse-me não ter a intenção de abrir meus olhos quanto às probabilidades negativas – tudo contra nós, como você já mencionou – mas adivinha? Apenas vejo suas palavras emaranhando as tênues linhas traçadas ao nosso redor. Não queria ficar só, todavia porque me afastou? Por acaso disse que desejava confundir mais ainda sua própria confusão, adjuntando os pedaços de mim com seu quebra-cabeça? São tantos segredos enterrados embaixo de sua pele – igual a todos os outros, você é pura comistão de verdades, mentiras e meias verdades. Não esconda a única verdade: quer me machucar? O faça, pois estou com minha armadura faz algum tempo, bem antes de colidimos já lutava contra dragões e engolia tubarões, contudo não precisa cuspir sua pena no meu rosto. É que, se você se importasse de verdade – ou ao menos guardasse piedade – nunca teria me deixado saber sobre a total desordem que habita sua alma, por isso não me venha com falsa compaixão. Fuja de mim no final, porém não esquece: não se começa uma tempestade quando se tem medo de trovão.                                                                                                                                     

domingo, 7 de outubro de 2012

Creio;

Amor, estamos vivendo um amplo progresso entre nada e zero - nessa constante progressão, é inexorável minha frustração.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Wyatt;



They flee from me that sometime did me seek, with naked foot, stalking in my chamber.  I have seen them gentle, tame, and meek, that now are wild and do not remember that sometime they put themself in danger. To take bread at my hand; and now they range, busily seeking with a continual change.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

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Você está louco – é isso o que você está. Como pode ao menos pensar nisto? Como?! Não vê? Pelo amor de Deus, você não vê? Eu seria sua maior decepção, seu maior erro, mais extremo que Fausto! Há dentro de mim o mar de solidão, no qual mal consigo comportar embaixo dessa pele humana. Isto é um cemitério de bruxas, mas em proporções dantescas: trinta campos-santos anciões pairando sobre meu coração. Não posso suportar a quantidade absurda que eles demandam de meu espírito – nada mais é capaz de penetrar, pois há tanto vazio. Se você me trouxesse para seu mundo, fornecendo-me a dádiva das trevas, minha dor seria expansiva demais. Eu me mataria. Não duraria nem três dias porque a solidão, o vazio, o desespero, o paganismo iriam tomar conta de mim!
Ademais, seria necessário uma nação interia a cada noite para me alimentar! Deus do céu, assassinaria milhões sob o luso-fusco, apenas para ter companhia. Você tem ideia de quantas almas isso representa? Mas nem todas juntas, dançando em meus caninos, poderiam tornar-me infimamente completa. Suas lembranças, seu sangue, seus corpos: nada disso seria o bastante. Porque ser imortal não aplacaria as imolações hipotéticas do meu paganismo – pior, todos os humanos mortos passariam a ser oferendas ao Diabo. E o que deveria permanecer no plano teórico invadiria a prática, sendo motivo para mortes verdadeiras. Um desastre perfeito, matando mais que a própria peste negra, mas incapaz de abrandar ou dormir sob as entranhas da terra. De tal forma que viveria longe dos mortais, temendo destruir o misterioso equilíbrio entre o ser humano e o mundo, e longe dos imortais, incapazes de me fornecer verdadeiro acompanhamento.Eternamente sem sentido, sem busca, sem um fim. Então, por favor, não faça isso comigo. Imploro de joelhos, pois minha incapacidade de morrer traria tempo demais comigo mesma – e não consigo aturar a minha melancolia. 

domingo, 29 de julho de 2012

Anônimo;

In a slumber enchanted by your image I dreamt of happiness, passionate mirage, Your eyes were softer, your voice pure and resonant, You shone like a sky lit up by the dawn; You called me and I left the earth To run away with you towards the light, The skies opened their clouds for us.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

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Ele havia partido e tudo o que eu conhecia, as pinturas carmim e os risos na meia-noites, morreram com ele. Desta forma, minha religião - porque ele fazia parte da trintade sagrada, ocupando o mais alto escalão do triangulo - se fora. Vaguei praticando meu ateísmo, pois como poderia alimentar uma crença e um estilo de vida mortos? Estava tudo crepitando nas chamas, então por que propagar um império ruído? Cultuar deuses de antanho em seus templos despedaçados - afinal, que diria Apollo a seus discípulos ao vê-los sobre as cinzas de Delfos? Todos tentando imaculadamente trazer a tona um passado, enquanto ele era assassinado pelo cristianismo. Isto, querido, estes últimos atos de ressusitação, apenas alimentariam minha chaga, minha dor, meu desespero e, acima de tudo, minha inexorável solidão.