sábado, 5 de fevereiro de 2011

Entre paredes e copos descartáveis;

Às vezes me sinto como se falando para as paredes. Falo de amor e escuto um discurso sobre tintas coral. Certo que ninguém é igual a ninguém – e é isso o que faz o mundo tão maravilhoso. Já imaginou um monte de Annes andando por ai? Seria tão monocromático e previsível que logo todas as Annes morreriam – mas como as pessoas conseguem ser tão indiferentes? Encaram certos fatos da vida como baratos, artigos chineses das extintas lojas de R$1,99. Um tanto descartáveis e inúteis igualmente copos plásticos os quais ninguém se dá ao trabalho de reutilizar, senão fazendo-se do papel de ecologicamente correto; apenas para não degradar a natureza. Por mera conveniência ou vaidade, cultivam emoções, colecionando amigos e amantes, para após fechar mais outra porta. Com que fins? Com que fins fazem uma lista nada schindleriana, acumulando nomes e faces as quais nem ao menos se lembram? Cultura ou contra-cultura? Um tipo de art brut ou naïf ao fazer dos outros apenas borrões no terceiro plano distorcido, ilegível. Adeptos, de alguma forma desconhecida e não esclarecida, da arte moderna, ou se não canalhas sem corações?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sonho;

Não sonho um sonho jamais sonhado por um mortal. Na verdade, sonho um sonho sonhado por poucos – apenas aqueles que têm coragem ousam. E deste poucos que ousam, ainda não conheço alguém que o tenha realizado. Sonho impossível não o considero, pois apenas sonhos que ainda não foram sonhados, os inexistentes, são impossíveis. O meu sonho existe – se o sonho, então ele é real – mas isto não é o suficiente para fazê-lo vim à realidade. Mesmo que se deseje com toda a alma, toda a força, sonhos como este precisam de algo além da coragem para se tornarem realidade. Tudo o que tenho a oferecer, porém, é um coração em chamas cercado por pólvora – tão perto da iminente explosão. E dentro dessa próxima explosão há uma rebelião em alarido capaz de tudo, até de matar por ele.
Diga-me, você seria capaz de matar por um sonho? Seria capaz de se matar para provar que esse sonho existe e é possível? Mesmo com sua razão no controle, pense: o que se faz quando existe uma luta, travada antes mesmo de seu nascimento, dentro dos domínios de sua mente – apenas suas paredes imaginárias a impede de escapar para o mundo físico – na qual só você pode lutá-la? Matar ou morrer? Pense por esse lado: você lutaria essa luta até que esse sonho explodisse, como um cataclismo tão dantesco que detonaria seus muros imaginários, atingindo a realidade ou deixaria que essa rebelião, explosão, fogo, vulcão tomasse conta de você e queimasse todo o seu mundo em uma nova Pompéia?
Não importa quantas vezes tente-se, o sonho domina, deixa-te submisso. Aonde ir? Todos dizem "Corra. Escape disso". Mas que plano de fuga tramar quando tão poucos se atreveram a mergulhar no sonho? Como um labirinto sem saída, ou se explode todas essas muralhas e se destrói o labirinto do Fauno ou se padece de fome e sede – faminto e sedento por esse sonho. Esse é o problema dos sonhos, eles não se calam até que encontrem a realidade. E então, como fogo e pólvora, sonho e realidade se consomem, queimam e crestam aquele que os uniu – consumindo-se e consumindo.
Agora, na encruzilhada desta luta, preciso apenas de uma faísca e, então, nós dois iremos abrasar em meio a um vulcão. Porque se for preciso, matarei e me matarei por esse sonho de fogo.

[Gif by: iamtheekg]

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Melodia;

I remember it well: I asked you not to go, but all I heard was the screaming silence of the wind and, just like the wind will always blow through the leaves, I will always remember this as our last lost chance.

sábado, 20 de novembro de 2010

Nin;

Depois de uma hora com ele, pude continuar o meu dia, fazendo coisas que não quero fazer, vendo pessoas que não me interessam.

domingo, 31 de outubro de 2010

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Ele estava ali, com os olhos fixos nos meus e dizendo "Bom dia, minha princesa". Tocou minhas mãos, com aquele toque que só os príncipes encantados sabem ter, e sorriu como se iluminando o quarto. O dia tinha um sol imenso, mas ele era o calor da estrela maior. Sem ele o sol não queimava, apenas iluminava, mostrando os caminhos à frente, sem nos revelar, porém, aquilo que ninguém vê: a vida. Digo vida aquela sensação de queimar, gritar, chorar, rir, amar, enlouquecer, apaixonar e, sobre tudo, amar. Mesmo em um dia nublado eu sentia seu Sol me queimando, bronzeando minha pele. E ele estava ali, perfeito e sorrindo, perguntando como dormi, se estou bem, se sinto fome – pois se por acaso o sinto, ele prontamente irá cozinhar algo para mim, quem sabe minha comida favorita? Mas não posso. Não posso porque me falta algo. Ele é como Romeu, mas meu coração me diz que ele é Paris. Ama-me de tal forma que não consigo encontrar um defeito. Tão atencioso, tão carinhoso, tão super-homem e menino, todavia o que me falta? Amá-lo de volta.

[foto by: SilverMercury]

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars?

Está vendo aquela luz piscando? É uma estrela-cadente. Faça um pedido. Não importa o que seja, você pode até desejar o impossível. Feche os seus olhos bem forte e o faça com toda a sua fé. Não importa muito se a estrela na verdade seja um avião passando pela noite, contanto que você alimente seu sonho. Então, com toda sua fé, deseje que aquele avião seja uma estrela cadente e faça seu pedido.

[foto by: MiekoMiley]

sábado, 14 de agosto de 2010

Melodia;

I want to love you but I better not touch; I want to hold you but my senses tell me to stop; I want to kiss you but I want it too much; I want to taste you but your lips are venomous and poison. You're poison running through my veins.
[foto by: nikosalpha]