terça-feira, 18 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Arcanjo;
Por vezes sinto a falta de qualquer coisa que jamais ousou me pertencer; que me fulmina e me fuzila com o olhar quando cometo desacertos. Tal como um anjo da guarda pelo qual me apaixonei secretamente, tão secretamente que apenas meu âmago mais intimo o sabe, jamais me abandona, sempre me guarda. Pensar em sua ausência é como pensar em um vazio, na terra de ninguém, um deserto sem fim, onde andarei sem parar até lugar algum - uma interminável busca pela felicidade extraída. No que tange sua presença, tudo se ilumina e os dias se fragmentam em pequenas ilhas, construídas com todos os momentos de alegria. Os pés andam, com a confiança de que os olhas regem cautelosamente, e as mãos movimentam-se livremente, mas sempre na esperança de encontrar outra mão para se atar. Um amor – seria amor a palavra cabível? – que exaure o ser, completando com uma solidão de companhia incorpórea, como um oceano solitário na multidão que não acompanha. Volver-me-ia em seu oceano, o seu fim, o seu meio, contanto que pudesse sentir o seu toque não apenas na imaginação e sonhos ternos. Uma mudança de plano, de contato, para transportar o oceano solitário até grandes ruas vazias de eu e você e, assim, colocar um fim na solidão de sua companhia. Mas se um fio de seu comparecimento me fosse o suficiente estaria mentindo, pois nem toda a sua essência satisfaria minha ansiosa alma - ganância de você. E, todavia, ao passo que não acho o que me apraz, ando pelos desertos e mares ermos.
[foto by: unkn0wns]
[foto by: unkn0wns]
quinta-feira, 29 de abril de 2010
;
Gritou. Sabia que ninguém iria escutar, pois tomou as devidas precauções para seus gritos serem abafados. Mesmo que seus tímpanos estourassem ninguém escutaria sua sinfonia desesperada. Os livros rasgados no chão eram apenas uma encenação ridícula de seu ódio e desespero. Estaria ela ainda sonhando? Presa naquele pesadelo que a assombrava desde os oito anos? O interessante daquele sonho ao avesso era que ele se encaixava naqueles tipos de delírios nos quais não importa o quanto você corra ou grite suas pernas afundaram no chão, como se sugadas pelo asfalto onírico. Ela não corria, sabia o quão patético era isso na vida real, então gritava. Ainda era patético, claro que era, mas não havia outra maneira de externalizar seus dragões interiores.
Desenhou, então, um uroboros no peito e uma lemnistica no pulso: infinita continuação do mal. O código que apenas ela saberia que, depois dos gritos, vinha o espanto com o conhecimento da verdade: ela estava só.
[foto by: lorelix04]
Desenhou, então, um uroboros no peito e uma lemnistica no pulso: infinita continuação do mal. O código que apenas ela saberia que, depois dos gritos, vinha o espanto com o conhecimento da verdade: ela estava só.
[foto by: lorelix04]
sábado, 24 de abril de 2010
Creio;
I mean it's not only just beacause you're not here but it's also because you don't care - when you should care. Told me that you would never let me be alone again and, for Christ sake, I belived in you, I gave up of every plans that I made just to be with you. Now here I am, without you and I feel that this is only the beginning of this nightmare. Shouldn't trust you, but you came into my life promising me salvation, and that was the only thing I needed at the time. Saw me mourning my love for you, touched my hand, I know you love me then, unbeknownst, you hoisted the flag of disaster.
How could you lie to me for five years? HOW?! Taking over my feelings for you, controlling the lies, just to control my choices and life. I could not live without the character of you, that little and sick lies you made - am I THAT lost now? The faces that I thought that belonged to you are fading to black, fading in black so let me reach your hand, I can't let this fade away. Please not now because I REALLY need your face around.
Why the mirror do not show me your smile anymore? It's because you're not real? I made it all? This was just a dream composing by me to make me feel less lonely? Was it? I do dream of you, I do still belive in you. Am I sick? I am THAT sick? Who cares anyway? I bleed, I ran, I was blind to you but NO ONE cares about my mental disease. Belive me, darling, I LOVE YOU, even knowing that you don't exist. I know the truth: you're a lie but let me be with you, let me be part of your world of lies because I'm soo alone and needy that I could take the consequences of this BIG and FUCKING lie. Take over me, haunt me, hunt me, kill me, torture me, lose me but PLEASE LOVE ME still. Say you LOVE ME yet in death or life, in war or peace. COME TO ME and I'll be safe in this lie's cage. I'll be deep enough to DIE for YOU. Baby, you don't remember me but I remember you. I lie AWAKE and try so hard not to think of you but who can decide what they dream? And dream I DO...But ONLY about YOU.
Lie to me, anyway and I'll belive you, bacause that's me: YOU LIE AND I BELIVE...
[foto by: callmesickgirl]
How could you lie to me for five years? HOW?! Taking over my feelings for you, controlling the lies, just to control my choices and life. I could not live without the character of you, that little and sick lies you made - am I THAT lost now? The faces that I thought that belonged to you are fading to black, fading in black so let me reach your hand, I can't let this fade away. Please not now because I REALLY need your face around.
Why the mirror do not show me your smile anymore? It's because you're not real? I made it all? This was just a dream composing by me to make me feel less lonely? Was it? I do dream of you, I do still belive in you. Am I sick? I am THAT sick? Who cares anyway? I bleed, I ran, I was blind to you but NO ONE cares about my mental disease. Belive me, darling, I LOVE YOU, even knowing that you don't exist. I know the truth: you're a lie but let me be with you, let me be part of your world of lies because I'm soo alone and needy that I could take the consequences of this BIG and FUCKING lie. Take over me, haunt me, hunt me, kill me, torture me, lose me but PLEASE LOVE ME still. Say you LOVE ME yet in death or life, in war or peace. COME TO ME and I'll be safe in this lie's cage. I'll be deep enough to DIE for YOU. Baby, you don't remember me but I remember you. I lie AWAKE and try so hard not to think of you but who can decide what they dream? And dream I DO...But ONLY about YOU.
Lie to me, anyway and I'll belive you, bacause that's me: YOU LIE AND I BELIVE...
[foto by: callmesickgirl]
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Arcano;
Combati. Ergui a espada em chamas hibridas de safira e argênteo. Em punho, sobre o fogo, lambendo minha tez, derrotei os dragões e redemoinhos do Fim apocalíptico, não porque me foi ordenando, mas por ser este meu dever. Chamei-os para a guerra, iríamos guerrear até o Fim dos Tempos, para que, após os sete selos serem quebrados, surgisse uma Nova Era. O minotauro, ostentando sua tríade de hexas, não hesitava, assim como o Anjo Caído, seu líder, seu guia, a parte essencial das ciladas e embustes. Rugidos animalescos anunciavam o começo do Fim. Respirei o ar celeste, unindo forças para dentro de meu ser, abrindo as asas e o peito para digladiar contra o Mal. Iríamos guerrear agora e sempre. Os olhos fechados, as bocas em espanto observaram o mar em dois “Salve-nos!”, gritavam em nome da sequência hepta. Ele impera sobre mim, sobre nós e, na bruma impenetrável, sobre o trono no dossel ao lado dos dignos, estendia o dedo com um belo sorriso “Salve-os, filho primogênito da milícia.”, acrescentando após, “Não porque deves, mas porque podes.”. E aqueles que vagueiam pelo mundo para a perdição das almas eram nossos inimigos. Com o sinal do escudo clamei pela Salvação e penetramos no alarido e emaranhado de seres cabalisticos. A guerra, nossa guerra, o combate a ser vencido, estavam deitados sobre os campos do Além. Digladiradores de Cima, digo-lhes por ventura, ergam suas espadas e não temam, a nossa hora é agora.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
;
Eu deveria te perdoar. Deveria, porque o perdão é divino, ademais, deveria esquecer o quanto você me fez sofrer e todas as mentiras embaralhadas que me fez engolir. Deveria te perdoar por ter me feito acreditar em um personagem, e mais, preciso superar esse teu personagem, cortando em minha mente o link que costumava fazer entre você e a figura monumental exposta. Deveria te perdoar, porque amar é perdoar, mas será que te amo? Ainda te amo? Talvez ainda, contudo não o bastante para percorrer as terras do duvidoso e adormecer sobre memórias inexistentes. Deveria te perdoar, assim como faço com todos aqueles que me ferem, afinal, és apenas mais um em minha vida, como a fuligem dos nossos planos, o pó no móvel da sala. Deveria te perdoar, principalmente quando você me pediu para te amar, mesmo tenho consciência das minhas cicatrizes e eu te perdoei por isso. Mas não agora. Deveria te perdoar, contudo preciso esperar até que minha mente suporte a perda de alguém que nunca foi verdadeiramente meu.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
;
Cansei. A dor não me apraz mais como antes. Estou cansada. Como é possível que ninguém veja o que estou vendo? Como é possível? Fiquei cega? Meu Deus, eu fiquei cega? A Luz me cegou a tal ponto que não vejo nada, se não Luz? Perdoe-me, perdoe-me, mas me recuso! Alguém poderia, porfavor, olhar em volta e ver o quão sublime é existir?
Assinar:
Postagens (Atom)





